Novo conjunto eólico da ENGIE já está em construção na Bahia

Renováveis

As obras do Conjunto Eólico Campo Largo 2, na Bahia, iniciaram no final de junho, depois da emissão da licença de instalação pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e das anuências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Composto de 11 centrais, com 86 turbinas de 4,2 MW, Campo Largo será, quando em operação, o maior conjunto eólico da ENGIE, com uma potência instalada de 361,2 MW. O empreendimento, voltado para o mercado livre de energia, está sendo construído contíguo a outros dois conjuntos: Campo Largo I (326,7 MW) e Umburanas (360 MW). A ENGIE objetiva conseguir o registro de Campo Largo 2 no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da ONU, contribuindo, desta forma, para uma matriz energética cada vez mais limpa.

“Quando entrar em operação comercial, Campo Largo 2 vai fazer com que a ENGIE ultrapasse 1 GW de capacidade instalada em energia eólica no Brasil. Um marco para a empresa, que colabora de maneira efetiva no processo de transição energética nacional e reforça nossa estratégia de crescer em energias renováveis”, diz o diretor-presidente da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini. O investimento estimado é de R$ 2 bilhões e a expectativa é de que as primeiras unidades geradoras estejam operando comercialmente no final de 2020, com as últimas unidades concluídas em março de 2021. “Ao atingirmos a marca de 1 GW em eólica no Brasil estamos contribuindo de modo decisivo para o objetivo do Grupo ENGIE de colocar em operação 9 GW desta fonte de energia em todo o mundo em três anos, aumentando nossa geração renovável, como parte da nossa estratégia global”, comenta o CEO da ENGIE Brasil e Presidente do Conselho da ENGIE Brasil Energia, Maurício Bähr.

“Até o final deste ano a ideia é construir os acessos e a as áreas de montagem dos equipamentos, permitindo a execução das primeiras bases dos aerogeradores”, afirma Sattamini. São 75 km de acessos e 101 km de redes de média tensão. “Também teremos muitas atividades nas redes de média tensão e na ampliação da subestação existente”, complementa. O início da montagem dos aerogeradores está previsto para o final do primeiro semestre de 2020.

O maior desafio deste projeto é logístico, já que a magnitude dos equipamentos coloca a implantação do conjunto em um patamar ainda mais elevado. “As dimensões dos aerogeradores são maiores que as já existentes e a distância de transporte em alguns casos será superior a mil quilômetros”, explica o executivo. O aerogerador escolhido é o modelo Vestas V150, de 4,2 MW.

CLIENTES LIVRES – A geração de energia elétrica oriunda do conjunto será vendida 100% para o mercado livre. Isso significa que a ENGIE  está construindo este conjunto eólico sem a venda prévia de energia em leilões do governo federal. “Atualmente estamos com mais de cem contratos firmados no mercado livre para viabilizar o projeto”, completa Sattamini. Um deles é o contrato de 30 MW médios adquiridos pelo Grupo Claro, representado pelas marcas Claro, Embratel e NET, que viabilizaram o conjunto eólico no ano passado.

Sobre a ENGIE

A ENGIE é referência mundial em energia de baixo carbono e serviços. Com seus 97.000 colaboradores, clientes, parceiros e stakeholders, o Grupo está comprometido em acelerar a transição para um mundo neutro em carbono, através do consumo reduzido de energia e soluções mais sustentáveis. Inspirada em seu propósito, a ENGIE concilia performance com um impacto positivo sobre as pessoas e o planeta se apoiando em suas atividades chave (gás, energia renovável e serviços) para oferecer soluções competitivas aos seus clientes. Faturamento em 2023: 82,6 bilhões de Euros

No Brasil, a ENGIE, empresa líder em energia 100% renovável do país, atua em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas. A empresa possui 12,5 GW de capacidade instalada, provenientes de fontes renováveis e com baixas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e a biomassa.

A ENGIE é também a detentora da mais extensa malha de transporte de gás natural do país, com 4.500 km, que atravessam 10 estados e 191 municípios, graças à aquisição da Transportadora Associada de Gás – TAG, concluída em 2020.

Além disso, a ENGIE possui um portfólio completo em soluções integradas responsáveis por reduzir custos, emissões e melhorar infraestruturas para empresas, como ar comprimido, autoprodução solar local, biogás e biomassa, consultoria e gestão de energia, HVAC e subestações. Nas cidades, atuamos como parceira para tornar os espaços urbanos mais eficientes e sustentáveis, com soluções de iluminação pública, mobilidade elétrica e de district cooling.

A ENGIE teve no país, em 2023, um faturamento de R$ 11,7 bilhões, e somava 2.800 colaboradores.

A ENGIE está presente na B3 por meio de sua empresa de geração e comercialização de energia, a ENGIE Brasil Energia, cujo ticker é o EGIE3. Além de integrar o Novo Mercado da B3, a Companhia é uma das únicas empresas listadas no Índice de Sustentabilidade Empresarial desde o início do ISE, em 2005. Em 2021, a ENGIE Brasil Energia foi incluída no Índice Carbono Eficiente (ICO2), composto pelas ações das empresas participantes do IBrX 100 que possuem maior transparência em relação ao reporte das emissões dos GEE e de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono. A Companhia também recebeu, em maio de 2024, a certificação Great Place to Work, um reconhecimento que valida o compromisso contínuo da empresa de criar um ambiente de trabalho positivo e inclusivo para todos.

O Grupo é negociado nas bolsas de Paris e Bruxelas (ENGI), sendo representado nos principais índices financeiros (CAC 40, Euronext 100, FTSE Euro 100, MSCI Europe) e índices não financeiros (DJSI World, Euronext Vigeo Eiris – Europe 120/France 20, MSCI EMU ESG screened, MSCI EUROPE ESG Universal Select, Stoxx Europe 600 ESG-X).