Durante as últimas décadas, a área total de vegetação nativa dos biomas brasileiros tem sido alterada, afetando significativamente a floresta Amazônica, que atua como importante fonte de umidade, e impactando o volume hídrico armazenado pelas bacias das regiões S e SE. A mudança de cobertura do solo também tem afetado o balanço natural entre rios e aquíferos. Dos rios na região SE, por ex., depende a maior parte da energia hidrelétrica, e eles vêm experimentando estiagem há mais de uma década. Esses problemas são atuais, porém continuarão evoluindo e cada vez mais é necessário entender que haverá outras mudanças e superposição de efeitos perante as mudanças climáticas.
Com o objetivo de promover estudos sobre impactos das mudanças do clima e do uso da terra no Setor Elétrico Brasileiro, a ENGIE Brasil Energia investiu R$ 4 milhões ao longo dos últimos dois anos no financiamento de oito projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), executados no âmbito do Programa de PD&I da ANEEL. Os resultados, que incluem o aprimoramento de previsões climáticas de longo prazo, foram apresentados oficialmente em evento na sede da Companhia, em Florianópolis, no dia 2 de outubro.
A chamada pública visou identificar oscilações climáticas no passado e presente na América do Sul, determinar a evolução do clima regional, quantificar fontes de umidade para macrobacias hidrográficas brasileiras e aplicar essas informações no planejamento do setor energético. Além disso, buscou implementar ferramentas operacionais para atualizar projeções climáticas até 2060. As linhas de pesquisa incluíram paleoclimatologia, mudanças futuras nos padrões atmosféricos e oceânicos, quantificação de fontes de umidade e modelagem climática regional.
Como resultado do PD&I, a ENGIE passa a contar com uma sólida base de dados que permitem estabelecer novos estudos internos para enfrentamento dos desafios que as mudanças climáticas colocam para o crescimento sustentável da geração de energia renovável. Todos os estudos contribuem, ainda, para ampliar o embasamento para o processo de transição energética rumo a uma sociedade mais sustentável e justa para todos, foco da ENGIE Brasil Energia, que hoje é a empresa líder em energia renováveis no país e segue investindo fortemente na expansão do setor.
Informações do Projeto:
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Duração: 24 meses
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Investimento total previsto: R$ 4.345.297,00
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Parceiros executores: TEMPO OK; METEO IA; UFF; UNIPAMPA; USP; UNIFEI e UFPR
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Parceiro financiador: EBE; CEE; CEJ; CEM
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Gerente do Projeto: Roilan Hernandes Valdes /U.O PGP
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Tema: GB – Planejamento de Sistemas de Energia Elétrica
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Subtema: OP06 – Metodologia de previsão de mercado para diferentes níveis temporais e estratégias de contratação
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Fase de Inovação: PA – Pesquisa Aplicada
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Tipo de Produto: CM – Conceito ou Metodologia
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Fase de Inovação: PA – Pesquisa Aplicada
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Tipo de Produto: CM – Conceito ou Metodologia